
Maldita rotina. Chorar durante a noite inteira por saudades de alguém que não me pertence. Chorar desesperadamente até pegar no sono e adormecer. Amanhece o dia e acordo com meus olhos inchados por ter chorado mais do que o devia noite passada. Foram tantas lágrimas derramas com a intenção de que a dor saísse aqui de dentro junto as lágrimas, mas como sempre todas elas caíram em vão. Pois eu ainda podia sentir dentro do meu peito a angustia se espalhando por ali dentro me deixando cada vez pior. Mas o dia a recém tinha começado e eu teria que engolir novamente a tarde as lágrimas, suprir para dentro de mim toda a dor, escondendo através disso toda a minha tristeza e depressão que podia apenas se notar através dos meus olhos. E finalmente seguir o dia com o pior dos meus fingimentos, o tal do sorriso forjado. E nunca ninguém se quer desconfiava de todo o sofrimento que havia por trás do meu sorriso bobo de criança, Eu era até que uma bela atriz, ou ninguém se importava mesmo com meus sentimentos. Mas isso não fazia mais tanta diferença, pois ao fim do dia eu chegava em casa e saberia que encontraria a escuridão do meu quarto novamente. Lá naquela profunda escuridão se escondida meus medos, minhas ilusões e minha melhor amiga, que seria a solidão. Ninguém poderia mudar isso, ninguém poderia arrancar-me de lá a não ser alguém que pudesse me dar um pouco de amor e carinho, alguém em quem eu pudesse confiar. Alguém que não me falasse mentiras para me arrancar sorrisos e nem que me decepciona-se assim como todos fizeram, pois tenho muitas mágoas do passado, as quais me fizeram ter a escolha de preferir a escuridão do meu quarto do que a luz lá de fora, onde havia falsidade misturada em falsas promessas das quais me levaram a morar junto a solidão. (r0ckeira)



